W11, Até à última gota de performance

©2019 by Bandeira Amarela - Podcast. Proudly created with Wix.com

Imagem "sobre nós": https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Lamy_-_Imola_1996.jpg

W11, Até à última gota de performance





A Mercedes não necessita claramente de inventar a pólvora. Hegemonia até à data na era híbrida da F1, e a um campeonato tanto de construtores como de pilotos de conseguir o mesmo feito para este período de regulamentos.


Contudo, complacência não é uma palavra que faça parte do dicionário da equipa Alemã. Durante o inverno voltaram a trabalhar no duro, sabem que um deslize é suficiente para que a RedBull e a Ferrari cheguem ao seu alcance.


Aliás sabem-no por experiência, o W10 sofria de problemas de sobreaquecimento e isso revelou-se em algumas ocasiões, sobretudo em altitude. Esse foi um dos factores que a equipa tentou solucionar para o novo W11.


Problema solucionado?


Só mais tarde como é óbvio o saberemos. Mas a solução simples para tal problema é aumentar o tamanho das admissões de ar, é precisamente o contrário disso que a Mercedes fez com o seu novo carro.


Como temos vindo a ver até aqui, já é uma tendência, tanto os pontões como a cobertura dos monolugares estão cada vez mais adelgaçados. O W11 não é excepção, sendo que o desenvolvimento da arma para 2020 passou por prioritizar o fluxo ao redor destas estruturas, tornando o carro aerodinamicamente mais eficiente, melhorando sobretudo, como temos vindo a referir, o escoamento do difusor enquanto reduz resistência ao ar.


Ok, mas e a questão do sobreaquecimento? A Mercedes diz que reorganizou o sistema de refrigeração interno e calibrou os fluídos para um funcionamento idóneo a maiores temperaturas. Como não amar? Aqui não há compromissos.


Seguindo outra tendência os bardgeboards do W11 aumentam de complexidade em relação ao seu antecessor. Adição de boomerang e de vários redirecionadores de fluxos para ajudar na adesão do ar aos novos pontões.





Na vista lateral podemos observar com maior exactitude a dieta do W11 e a nova silhueta do monolugar desde o piloto para trás.


Já o solo foi também alvo de uma revisão e é provavelmente um dos fundos “planos” mais complexos da grelha. Possui um enorme conjunto de ranhuras e na parte frontal vários defletores a fazer-lhes companhia.


Selar o carro é um factor muito importante e a Mercedes não parece poupar esforços para consegui-lo.





A asa da frente e o nariz do carro são também muito interessantes.


A suspensão continua com o sistema POU. A cana do nariz parece mais estreita, o que oferece mais espaço à capa, que também volta aparentemente maior.


O ponto mais interessante está mesmo relacionado com os perfis da asa dianteira. A mercedes tinha uma asa outboard loaded, e segue essa filosofia, ainda que se encoste muito ligeiramente às asas inboard loaded para eventualmente realizar o escoamento do fluxo à volta das rodas dianteiras.


Nas pranchas laterais podemos ver que a nova tem uma ligeira curva que irá servir como defletor. Mais, os perfis não são os típicos de uma asa outboard loaded, quando se aproximam da prancha lateral, sobretudo os dois superior, invertem o sentido do seu declive criando um canal para o ar naquela zona.


Estes fluxos de ar serão depois conduzidos à volta do pneu com a ajuda de vórtices que são criados na aresta inferior da asa (uma em cada extremo) e pela peça acoplada à prancha lateral, similar à do SF1000. Na imagem abaixo as linhas azuis representam a possível trajetória do ar.


No interior vemos também que o segundo perfil da asa a contar de cima se divide em dois na sua extremidade (indicado pela seta verde), isto poderá criar também um vórtice mais energético que alimenta os bardge boards.


A imagem frontal é também ela óptima para vermos a silhueta dos novos pontões e o quão reduzidas ficaram as admissões de ar, sem a necessidade de aumentar a abertura superior como no caso do McLaren McL35.





A Mercedes no nosso entender tem tido uma vantagem importante em relação às demais equipas. Possui uma capacidade incrível de obter dados, enviá-los para a base, estudá-los e materializar soluções em tempo recorde.


Isto significa que certamente veremos a equipa a completar um enorme número de voltas em Barcelona para validar o seu desenvolvimento. Significa também que possui uma base de datos provavelmente superior aos demais, o que mostra que os passos evolutivos nos seus monolugares são sólidos.


Favoritos? Sem dúvida.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now