Stewart Grand Prix-Aqui começou a RBR

Stewart Grand Prix-Aqui começou a RBR



Quando vemos a perspectiva de uma nova equipa na F1, hoje em dia, parece sempre um oásis num deserto. Conjuntos de regras complicadas, divisão de prémios duvidosa, necessidade de investimento astronómico, falta de interesse por parte dos construtores e sobretudo uma grande probabilidade de fracasso faz com que esse tipo de notícias seja escasso.


Estas dificuldades começaram a ser cada vez mais evidentes durante os anos 90, equipas como a Pacific, Simtek (do malogrado Roland Ratzenberger) e a Forti são exemplos de isso mesmo. Por isso não foi surpresa nenhuma que a Stewart Racing em 95 deixou passar a oportunidade de dar o salto da F3 (onde se encontrava desde 88) para a F1.


E este poderia ter sido perfeitamente o fim de um qualquer outro projecto de uma potencial equipa de F1. Até que entra a Ford. O plano passava por tornar a Stewart Racing na Stewart Grand Prix, sendo esta uma equipa de fábrica com apoio do construtor norte americano, previamente ligado à Sauber. A Stewart teria as suas bases no Reino Unido e o financiamento seria feito através da Malásia de forma a promover o país em geral (ver asa da frente).


Astros alinhados e em 1997 nasce o SF01, ao volante Rubens Barrichello e Jan Magnussen. O nosso só por si era pressão suficiente, Jackie Stewart era um tricampeão do mundo, e de uma equipa encabeçada por ele esperava-se muito. O primeiro ano é difícil, aliás, muito difícil, o carro era competitivo, mas o motor pouco fiável, acabando classificados apenas 8 de 34 corridas. Ainda assim, no Monaco, Rubinho fazia uso de todo o seu talento, para à chuva levar o monolugar ao pódio.


A segunda época não foi muito melhor, apenas 3 lugares pontuáveis, e após o 7º Grande Prémio Stewart perdia a paciência com Magnussen (pai) e assinava com Verstappen (pai também). A diferença não foi muita, o problema estava novamente no carro, agora o SF02. E no final da época, o na altura jovem holandês (sim ainda o pai) deixava a equipa e para o seu lugar chegava Johnny Herbert para juntamente com Barrichello enfrentar a temporada de 1999.


De forma a garantir melhores resultados, a Ford que até adquiriu a Cosworth durante Julho de 1998, decidiu redesenhar por completo o motor. Tudo parecia encaminhado, no GP da Austrália ambos os pilotos qualificaram bem, mas a caminho da grelha os motores apresentam problemas de sobreaquecimento. Estava traçado o destino de mais uma época?


Não, pelo contrário, nesse mesmo GP, apesar de Herbert ter sido obrigado a desistir ainda antes de ele começar, Rubens Barrichello que partiu das boxes conseguiu chegar aos pontos com um 5º lugar.


Havia potencial, ainda com algumas desistências, mas nesse ano o SF03 era competitivo, de tal forma que a equipa termina em 4º lugar no campeonato com 4 pódios, dois deles conseguidos no GP da Europa de 1999 (faz precisamente 20 anos hoje, 26/09/2019) com a única vitória da Stewart Grand Prix, através de Johnny Herbert e com o seu companheiro de equipa em 3º.


A Ford não fica indiferente, aumenta o investimento, ou melhor, compra a equipa, chegava ao fim o nome Stewart Grand Prix após o primeiro ano em que mostravam potencial, para nascer um projecto ainda mais ambicioso, a Jaguar Racing, da qual falaremos mais tarde.


Ressalvar ainda que a Stewart Grand Prix criou os pilares de uma certa equipa chamada RedBull Racing.

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Imagem "sobre nós": https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Lamy_-_Imola_1996.jpg

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