RB16 Fiél Aos Seus Príncipios

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RB16 Fiél Aos Seus Príncipios



A RedBull apresentou o seu RB16 e é fácil reparar que este continua fiel aos seus princípios.


Optimização do trabalho que vinha a ser feito até então, com Adrian Newey a levar ao limite os conceitos que vem a implementar desde o RB14.


A diferença deste para o seu sucessor, o RB15 passa pela alteração regulamentar que abrange as asas dianteiras. E no RB16 parece que a RedBull vem colmatar algumas lacunas criadas nessa transição.


A filosofia aerodinâmica mantém-se, na frente uma asa outboard-loaded que confere maior carga aerodinâmica. Primazia a um ângulo de ataque sem paralelo no pelotão, mas agora com maior confiança no parceiro de viagem.


Evolução mas com mudanças:


É já característico de Adrian Newey monolugares com narizes complexos, o RB16 para além de não ser exceção é a epítome dessa complexidade. São nada mais nada menos do que três pares de “narinas”, mais o canal de ar inferior a essa estrutura.


O que fazem? É uma boa pergunta. Uma delas alimenta o S-Duct, outra poderá expelir o fluxo para um componente novo, a “capa” e por fim a que faltará encaminha ar para os bardge boards.


Por curiosidade o S-Duct tem como função recolher fluxos de ar turbulentos gerados no bico da asa e liberta-os na parte superior do chassis, evitando assim que este chegue aos bardge boards.


Para além disto, todo o corpo que envolve a estrutura do impacto frontal está adelgaçado, isto permitiu incorporar uma capa maior no carro (funcionamento da capa pode ser entendida aqui).


Mais para trás podemos reparar que nos bardge boards e nas admissões de ar dos sidepods não existem muitas alterações. Algumas aletas diferem, há a adição de um ou outro elemento, mas claramente a equipa sente-se satisfeita com as soluções que possui para esta área.


É possível ver que o posicionamento dos escapes difere (os dois mais pequenos estão agora por cima do principal), numa eventual tentativa de “soprar o difusor” (blown diffuser) ajudando assim no escoamento do mesmo. Ainda que este efeito tenha sido praticamente anulado pelos regulamentos, mas se há um grão de areia de vantagem, já sabemos, as equipas querem-no.


Nesta perspectiva podemos começar a entender a outra principal diferença, a cobertura do motor e os sidepods.





Visto de frente, este RB16 mostra toda a complexidade dos novos componentes que constituem a asa dianteira.


Mas como dizíamos anteriormente, a outra principal diferença está nos sidepods e na cobertura do motor.


O RB16 cortou e de que maneira nos hidratos de carbono, a silhueta está mais apertada. Isto demonstra uma confiança clara na marca que fornece motores à equipa Austríaca, a Honda. Se num primeiro ano a RedBull teria que jogar seguro no “empacotamento”, agora já não é bem assim, Newey apertou o cinto ao monolugar e isso está claro.


Realçamos também as duas asas na saída do S-Duct, não sendo elas propriamente novas, visto que em algumas ocasiões foram utilizadas em 2019.


A suspensão traseira é também ela nova, e espera-se que com esta alteração o sistema nessa área seja mais rígido, melhorando por isso a tracção e consequente performance.


No que toca à suspensão frontal não é claro, mas parece que está presente o sistema POU (pushrod on upright) semelhante ao que vinha a ser utilizado pela Mercedes e introduzido como referido no último artigo no SF1000 da Ferrari.





O que significa esta evolução?


O melhor “empacotamento” permitirá a Adrian Newey canalizar melhor os fluxos à volta do seu monolugar. Não é segredo que os carros da RedBull geram muita carga aerodinâmica devido ao seu agressivo ângulo de ataque (rake) e consequentemente trabalho do difusor. Tendo a equipa um carro que permite um redirecionamento óptimo do ar que o circunda, significa que consegue tirar maior rendimento ao difusor, visto que melhora o seu escoamento.


Nos bardge boards as pequenas alterações, que passam sobretudo pela adição de outro boomerang e algumas aletas não serão o joker que a equipa precisa para alcançar a Mercedes. Significam apenas que o trabalho ali estava praticamente feito, e o importante seria alimentar essas estruturas com fluxos de maior qualidade. Isso faz-se mais à frente no novo nariz do RB 16.


O fundo plano possui as já habituais ranhuras que ajudam a selar o carro e apresenta também algumas alterações, certamente consequência do trabalho mencionado anteriormente




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