Haas e Racing Point - espelho meu espelho meu

Haas e Racing Point - espelho meu espelho meu




Colocamos a Haas e a Racing Point num artigo apenas para comprar o VF20 e o RP20 com os seus predecessores por um simples motivo, ambos estão extremamente ligados a outra equipa, no caso da Haas a Ferrari e no caso da Racing Point a Mercedes. Para além disso andaram a apontar o dedo uma à outra com acusações de quem copiou mais, o Bandeira Amarela é um espaço de amor e por isso ficam aqui juntinhos para fazerem as pazes.


Comecemos pelos americanos. Não é segredo que a relação Haas-Ferrari consiste na primeira comprar o maior número de componentes à segunda, isto inevitavelmente leva também a que a Haas construa carros que aerodinamicamente estão validados à volta desses componentes, e de forma a minimizar riscos é normal vermos os VFs muito semelhantes aos Ferrari dos anos anteriores. O VF20 semelhante ao SF90, o VF19 semelhante ao SF71H e por aí fora.


Nesse caso, como é possível tal quebra de performance da Haas em 2019? Na época passa as equipas viram-se obrigadas a desenvolver asas dianteiras menos complexas, e se virmos a imagem abaixo é fácil observar que o SF71H e o VF19 são muito parecidos, com excepção da asa, uma vez que o VF19 possui a nova especificação


Na F1 a asa dianteira é o componente que distribui os fluxos de ar para o restante carro fazendo com que os demais funcionem. o SF71H não estava capacitado para funcionar com a nova especificação de asa dianteira, e como tal assim que a Haas fez essa junção o carro imediatamente ficou comprometido a nível aerodinâmico (teoria nossa atenção). Sem a correcta distribuição de fluxos, o bardge boards não funcionam, o fundo plano não é alimentado de forma correcta logo não é capaz de selar as laterais do carro. Isto tudo leva a que haja uma enorme perda de eficiência na capacidade de gerar carga, seja nos pontões, no difusor ou no fundo plano.






Para 2020 a receita é a mesma, mas temos continuação do regulamento técnico, isto significa que a Haas pode novamente tirar vantagem da relação com a Ferrari, criando um monolugar parecido ao SF90


Mas quão parecido é na verdade? Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, por isso deixamos aqui esta:





O que pode a Haas almejar? É sempre difícil prever, um modelo sui generis comparado com as demais equipas, um pouco dependente daquilo que a Ferrari consegue fazer e acima de tudo tem tido problemas nas gestão de Grosjean e Magnunssen. Não seria de surpreender que se envolvam em luta directa com a Williams. Para nós esperemos que essa luta seja próxima da frente ainda que o panorama não seja animador


No que toca à Racing Point, carros “inspirados” em outros é novidade. Uma equipa que sempre admiramos por fazer muito com pouco, mudou o seu rumo de desenvolvimento para criar um carro, que se segundo eles, é completamente diferente do W10 (risos). O RP20 é um Mercedes W10 cor de rosa, não há grandes dúvidas sobre, sim a suspensão pode ser diferente, a forma como o setup afecta o carro também, mas a abordagem e o resultado das superfícies aerodinâmicas é o mesmo.





Faz sentido para a RP?


Sim, 2020 era suposto ser um ano de transição e a Racing Point não tarda terá o nome de Aston Martin. Sobreviver a 2020 com um carro que foi “campeão”, que eventualmente lhes dará a oportunidade de lutar pelo 4º lugar sem grandes custos de investigação e desenvolvimento é ideal. É certo que agora terão que utilizar grande parte do RP20 em 2021 devido ao adiamento das novas regras, e nesse sentido em termos de evolução à partida estará limitado ou muito perto da convergência.





Ah! Há outro motivo para estas equipas não terem um artigo individual, quer dizer, não fazem o seu próprio carro e iam ter direito a um espaço único? Não! Já que gostam de dividir...


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Imagem "sobre nós": https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Lamy_-_Imola_1996.jpg

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