FW43 Bons Olhos te vejam

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Imagem "sobre nós": https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Lamy_-_Imola_1996.jpg

FW43 Bons Olhos te vejam



A Williams já não é o tubarão que foi em tempos por muito que o seu monolugar se pareça com um.


Mas com a equipa de Frank Williams existe sempre uma ligação emocional, apesar das brincadeiras e piadas fáceis a simpatia pela equipa, pelos “garagistas” existe.


Por isso não é fácil ver a outrora dominadora do desporto a circular pelos circuitos em último sem qualquer esperança de algo melhor. Foi assim em 2019 naquele que poderá ter sido o pior ano da sua história.


E para 2020, sendo um ano em que a equipa terá que mais tarde ou mais cedo dar prioridade a 2021 as incertezas eram muitas.


Felizmente o FW43 parece ser um carro sólido e distante do FW42

A asa da frente e os seus perfis não mudam muito mas é praticamente a única parte do FW43 que não é nova.


O próprio nariz do carro é ligeiramente diferente, tem agora duas arestas no bico, estas podem simplesmente mostrar a estrutura de reforço do carro necessária eventualmente para passar os testes de segurança. A nível aerodinâmico no máximo podem ajudar na saída do S-Duct, mas são tão pequenas que é pouco provável.


Por baixo está uma capa para gerar carga à frente e redirecionar fluxos para os bardge boards. Ainda antes de lá chegarmos vemos que a suspensão dianteira também ela é nova. O wishbone superior está mais elevado, isto permite elevar também o inferior retirando-o da esteira da asa da frente, ajuda aos fluxos que daí advêm. Por fim está também presente o sistema POU (relembramos que este sistema serve para diminuir a altura do carro ao solo em curva, fazendo com que este seja mais estável e eficiente a nível aerodinâmico).


Os bardge boards com uma série de aletas defletoras novas que irão permitir tirar rendimento aos novos pontões, agora a admissão de ar é bem mais pequena o que promove um maior escoamento do ar por baixos das mesmas. Tudo isto com o objectivo de criar maior carga aerodinâmica através do fundo plano que será melhor selado, e canalizando ar para a saída do difusor para melhorar o seu escoamento. Estes fluxos conseguem obter este redirecionamento através do efeito coanda (capacidade de um fluído permanecer “colado” a uma superfície curva). Para ajudar na adesão dos cursos de ar existe uma nova asa que funciona em conjunto com outras duas similares às do FW42.





De outra perspectiva podemos comprovar de facto que muito do FW43 é novo. O fundo plano tem agora uma série de ranhuras que não estavam presentes no ano passado, estas irão ajudar a selar o solo para aumentar o efeito de solo.


A cobertura de motor também ela nova e bem mais agressiva no empacotamento, as equipas têm tentado emagrecer os monolugares na traseira. Diminuindo a “cintura” fazem com que o ar que ali circula aumente de velocidade e mais uma vez melhora o rendimento do difusor (já cansados de ler isto certo?).


Suspensão traseira também ela revista, ponto de contato no wishbone superior reforçado para uma maior resistência.





Pela lateral vemos claramente a nova barbatana e asa traseira. Impressionam novamente os pontões e a cobertura do motor. O FW43 cortou nos hidratos e a Williams espera que isso faça a diferença.


Uma menção também aos apoios dos espelhos que seguem a tendência das outras equipas e se transformam em apêndices aerodinâmicos.





O FW43 apresenta várias semelhanças com o W09 da Mercedes. A equipa estará certamente a trabalhar neste carro desde há algum tempo, visto que a temporada passada foi para esquecer. As equipas clientes da Mercedes têm tido esta facilidade em diminuir as admissões de ar o que parece ser fundamental para os desempenhos dos carros.


Na Williams o fundamental é que parece estar tudo a correr pelo plano. Foram a primeira equipa a sair para o teste, o que é um gesto inconsequente, mas marca uma posição psicológica. Estão cá, vieram para lutar. E o melhor? As primeiras impressões de George Russell são positivas.


Fica a questão de onde irá classificar este FW43, se finalmente a proteção da caixa de velocidades já é em fibra de carbono como todas as outras e não alumínio (isto melhora a rigidez do carro) e até que ponto na temporada a Williams estará focada neste carro e/ou transita para o monolugar de 2021.


O espírito de Virginia vive!




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