Formula E GEN2 EVO à lupa do BA

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Imagem "sobre nós": https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Lamy_-_Imola_1996.jpg

Formula E GEN2 EVO à lupa do BA



A Formula E tal como já havia feito na 1ª geração do seu monolugar, volta a apresentar uma versão “EVO” da especificação actual, o GEN2 EVO.


Sendo a modalidade uma competição onde a carenagem é standard para todos a abordagem e filosofia aerodinâmica dos carros é completamente distinta daquilo a que vemos por exemplo na F1. E ainda que possamos ver elementos familiares não significa que estes desempenhem a mesma função.


A diferença mais significativa entre o GEN2 e a sua evolução está relacionada com as coberturas nas rodas, o EVO volta a ser um “open-wheel” puro.


Para tal foi preciso alterar as duas aletas traseiras assim como a asa da frente. Esta alteração, para além das diferenças estéticas poderá estar relacionada com o facto de pequenos toques no muro levarem a abandonos evitáveis que acontecem devido ao facto das carenagens se soltarem e entrarem em contacto com o pneu.


Contudo, o regresso a esta asa da frente, que já foi utilizada no GEN1 EVO, pode dar origem a que estes pequenos toques libertem mais detritos para a pista, o que, tendo em conta que os circuitos são citadinos, eventualmente significa um maior número de Safety Cars


Salta à vista a introdução de uma barbatana de tubarão. Esse famoso componente que foi limitado na F1 para a temporada de 2019.


Importante perceber a função da barbatana. São duas principalmente, orienta o fluxo de ar que percorre a admissão para os motores e ajuda no controlo da rotação do carro sobre o seu próprio eixo (yaw em estrangeiro).


Mantém-se, como é possível ver a amarelo na imagem anterior o proeminente difusor, uma das principais características e imagem de marca do monolugar da FE.



Na vista superior podemos ver também que há uma ligeira diferença no fundo plano, e são claras as alterações nas carenagens, asa da frente e asa traseira.


Ainda assim, o perfil inferior da asa da frente é o mesmo, e o silhueta do monolugar está praticamente inalterada.


Visualmente o GEN 2 EVO parece um carro mais ligeiro e não tão pesado como o seu precedente.


Ao nível da performance, os motores elétricos mantêm-se e assim deve acontecer até ao GEN3.


Tantas alterações que significado têm?



É preciso compreender primeiro que num carro de Formula E, a filosofia aerodinâmica não está orientada para a performance, mas sim para criar corridas onde os carros possam circular juntos uns dos outros sem muitos problemas. As setas amarelas e verdes representam pontos onde se cria carga aerodinâmica, ainda que grande parte desta é gerada pelo fundo plano e difusor nesta modalidade.


As antigas carenagens serviam para reduzir a turbulência criada pelas rodas, orientando o ar por cima e ao redor das mesmas, o que oferecia ao carro perseguidor menos “ar sujo”. No GEN2 EVO e apesar das rodas estarem descobertas o efeito faz-se de outra forma, utilizando agora a asa da frente e os flancos do carro, direcionando assim os fluxos por cima e pela lateral. Não nos é claro mas parece também que as entradas de ar para a refrigeração dos travões está menos obstruída, o que poderá ser útil. (NOTA: ver fluxos a azul claro)


A eficiência aerodinâmica do monolugar de Formula E é fantástica, está concebido para criar o menor atrito possível enquanto quebra a barreira imposta pelo ar e por isso alterações significativas no corpo do carro não fariam sentido. Como se pode ver a trajectória dos fluxos sobre o monolugar mantém-se (linhas a azul mais escuro). Este fluxo tem como função ajudar também no escoamento de ar no difusor.


Por fim, a barbatana. Na F1 este componente tal como indicamos anteriormente é utilizado para orientar ar que por sua vez gera carga aerodinâmica na asa traseira, e ajuda sobretudo em curvas rápidas a controlar a rotação do carro sobre o seu próprio eixo.


No caso da Formula E observamos que curvas rápidas não abundam pelos traçados que utilizam. E a barbatana orienta o fluxo para uma zona onde não existe asa traseira…

Mais uma vez esta é uma característica clara do tipo de abordagem aerodinâmica que aqui se faz.


É certo que ao orientar o ar que passa por esta zona a barbatana apoia o trabalho de escoamento no difusor. Mas a sua principal função será mesmo diminuir a turbulência para o carro perseguidor. A azul escuro está representado o fluxo controlado pela barbatana, e a vermelho na antiga configuração o fluxo turbulento.


Por fim deixamos só a versão que deveria ser entregue ao Jean Eric Vergne, visto que apresentou algumas dificuldades em ver para trás.



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