Astros alinhados, vence pela única vez Olivier Panis e pela última a Ligier

Astros alinhados, vence pela única vez Olivier Panis e pela última a Ligier


Olivier Panis terminou a sua carreira precisamente a 10 de Outubro de 2004 no Grande Prémio do Japão, na altura a última prova do calendário.


Ao longo da sua carreira que se estendeu de 1994 até à data anteriormente referida, Panis passou pela Toyota, Bar Honda, Prost e Ligier. É precisamente nesta última que acabaria por se transformar em Prost (a qual recordamos aqui) que atingiu o momento mais alto da sua carreira.


Foi no Grande Prémio do Mónaco de 1996, uma prova que está ainda no livro dos recordes da Formula 1, tendo sido aquela em que menos carros terminaram a prova, uns estonteantes…3! Sim mesmo Indianapolis 2005 teve mais pilotos a terminar a prova.


O domingo foi chuvoso, para Olivier Panis a vitória seria um sonho, e um muito longínquo, a confirmar isso mesmo, qualificava-se em 14º (no dia anterior a seco) a mais de 2s da pole position ocupada por Michael Schumacher. Ainda assim, e como por estas alturas ainda havia warm-up, Panis mostrava-se o mais rápido nessa sessão. Em sentido inverso ía Andrea Montermini, que deixava o Forti-Ford estacionado à saída do túnel, e a falta de peças para reparar o carro obrigou o Italiano a ver a corrida da bancada. Um sinal certamente do que viria por aí.


Chegava a hora da corrida e logo na primeira volta Jos Verstappen (que saiu com pneus slicks…com a pista molhada), os Minardis de Lamy e Fisichella (bateram um contra o outro), Michael Schumacher e Rubens Barrichello ficavam de fora.


Até à volta 3 mais dois pilotos desistiram por acidente, Katayama e Ricardo Rosset. E esta primeira fase de abandonos termina com mais 2, mas desta feita para manter tradições, a transmissão do motor Honda de Pedro Diniz pedia para sair, enquanto que a caixa do motor Renault de Gerhard Berger bem à moda Francesa levantava a bandeira branca.


Com isto tínhamos 12 pilotos em pista e um período de tranquilidade, ou pelo menos assim o foi até à volta 30. Martin Brundle estava aborrecido e fez um peão, passado 3 voltas a nossa personagem principal, Olivier Panis, ultrapassa Irvine em Loewe, o Irlandês do norte ficou de tal forma surpreendido com a manobra, assustou-se e quase ficava ali, perdendo o controlo do Ferrari. Com isto Panis já era 4º tendo saído de 14º, já não era nada mau tivesse ficado por aqui.


Mas não ficou! Depois do Renault de Berger, foi o de Hill e até à volta 65 ficavam pelo caminho, devido a colisões, Badoer, Alesi e Villeneuve. Eddie Irvine depois de ter ameaçado, ficou-se mesmo pela volta 68, mas para seu consolo (ou não) foi o primeiro dos classificados, em 7º lugar . Com isto já só rodavam 6 carros.


Com tanta desistência, à volta 60, Panis já era líder após passagem de testemunho do Jean Alesi, afinal os astros estavam alinhados, talvez até demasiado, porque?


Bom, simplesmente porque com o Olivier já em 1º, a colisão de Hakkinen e Salo, assim como o abandono de Frentzen nas boxes foi desnecessário. E com tanta paragem já íamos em mais de 2h, os stewards estavam cansados e fizeram o melhor, acabar com a corrida e com a brincadeira ali, o Panis ganhou num Ligier, estava feita a profecia, já podiam todos ir embora. O Coulthard também acabou uma corrida à chuva, o que não é propriamente algo comum, ficou em 2º e o Johnny Herbert levou o Sauber-Ford ao pódio.


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Imagem "sobre nós": https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_Lamy_-_Imola_1996.jpg

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